É chamado de amor platônico, aquele que jamais se concretiza, que fica apenas na idéia. "Platônico" vem de Platão, justamente porque o filósofo grego acreditava na existência de dois mundos: o das idéias, onde tudo seria perfeito e eterno e o mundo real, finito e imperfeito, uma cópia mal-acabada do mundo ideal.Este sentimento está associado a falta de maturidade emocional e é comum principalmente nas mulheres, que são mais sensíveis. Consiste na idealização de relacionamentos perfeitos ou impossíveis. Muitas se apaixonam por seus professores, cunhados, pelo marido da amiga ou até mesmo caem de amores por algum homem pelo simples fato dele tê-la elogiado ou ter sido carinhoso com elas, acabam estabelecendo um sentimento proibido, que pode significar falta de auto-estima, medo das próprias imperfeições ou até mesmo uma proteção para o “não-sofrimento”.Há casos de amores platônicos em que o relacionamento é possível, porém a pessoa passa um tempão amando, sofrendo, sonhando, mas fica com tanto medo de ser rejeitada que acaba mantendo o que sente em segredo, prefere se esconder do que se declarar e correr o risco de ouvir um “não”.Em outras situações, o indivíduo fica tão obcecado em ter o outro que começa a cometer atos de loucura: perseguir, ligar o dia todo, armar barracos, inventar crises, etc e mesmo tendo consciência de que não é amado, ele continua investindo no romance e se humilhando.O amor platônico não é um sentimento saudável, ao invés de trazer felicidade ele só acarreta em sofrimento e solidão. Se você ama alguém, não tenha medo de se declarar, mesmo que não seja amado da mesma forma, pelo menos você desencana e fica livre para partir para outra.Investir em pessoas que já tem compromisso também é uma cilada, principalmente se tratando do namorado da irmã, da vizinha, da cunhada, etc, fuja dessa “saia-justa”, você tem toda a capacidade de encontrar alguém que te ame de verdade sem precisar roubar o namorado alheio. Não tenha medo de acabar sozinha, todos um dia acham a tampa da sua panela.
Bruna Rossato
quarta-feira, 20 de junho de 2007
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