A correria do dia-a-dia e a freqüente exposição ao sol sem proteção, tem contribuído para o aumento dos casos de câncer de pele. A doença pode se manifestar de várias formas, mas as três mais comuns são: O Carcinoma Basocelular (CBC), o Carcinoma Espinocelular (CEC) e o Melanoma Maligno (MM).
O câncer de pele é um tumor bastante comum em pessoas de pele clara, que tomam muito sol desde a infância ou que trabalham sob a luz de neon (lâmpadas fluorescentes), pode ser confundido com pintas, manchas e feridas sem cicatrização, “é uma lesão que leva anos para evoluir, que sangra, que dói e cresce progressivamente”, diz a oncologista, Rosana Regasini. Segundo ela, a maioria dos casos é de fácil tratamento, basta operar o câncer e acompanhar o paciente, foi o que aconteceu com José Carlos Araújo dos Santos, 50, que há sete anos vem tratando a doença e já operou lesões em seu rosto, braço, costas, pescoço, nariz e olhos, porém, todas eram benignas e tiveram cura.
Uma pesquisa produzida na Universidade de St Louis e divulgada no encontro anual da Academia Americana de Dermatologia, em Fevereiro (2007), demonstrou que as pessoas que dirigem muito, apresentam um risco maior de desenvolver o câncer de pele. Os pesquisadores perceberam que motoristas, apresentavam uma maior incidência da doença, principalmente do lado esquerdo do corpo, que é o que fica mais exposto ao sol enquanto se dirige, é o chamado “Câncer de Pele do Motorista”.
A melhor maneira para prevenir a doença ainda é a proteção. O uso diário de chapéu, boné e protetor solar adequado ao seu tipo de pele, é indispensável, principalmente nos horários de maior pico do sol, entre 10h e 16h. “Não saio de casa sem me proteger, passo protetor várias vezes ao dia”, afirma a aposentada, Dona Madalena Marcari, 76, que teve câncer de pele no nariz e na testa. Na família dela há outros casos, todas as suas primas mais “clarinhas” tiveram a doença, já os mais morenos não desenvolveram.
O Programa Nacional do Controle de Câncer de Pele divulgou em 2006, que no Estado de São Paulo, negros e orientais tem bem menos tendência a desenvolver a doença do que as demais etnias, porém, apesar da comprovação, ninguém deve deixar a proteção de lado.
Se a pessoa não se protegeu e tomou sol em excesso durante a vida, o jeito é ficar de olho na pele. O diagnóstico precoce é muito importante e a qualquer sinal de alteração, é recomendada a procura de um especialista.
por: Bruna Rossato e Jamile Gorita
quarta-feira, 16 de maio de 2007
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